segunda-feira, 11 de junho de 2012

TR - esconde-esconde perigoso


Aeeeeeee! Minha internet finalmente voltou... COF COF COF! Bom, direto ao assunto: eu vou postar agora no blog os textos mais legais que eu faço na aula de TR (técnicas de redação). E a Dora Buldogue? Ela aposentou e entrou uma professora mega-legal! Aproveite! ^^ 

Esconde-esconde perigoso
- 48, 49, 50! Lá vou eu!
Eu e meu amigo Fábio estávamos brincando de esconde-esconde lá na floresta perto da minha casa. Tudo foi ‘só flores’, isso é, até começar a escurecer. Comecei a ficar preocupado: eu não enxergava nada e não conseguia achar ele para chama-lo pra ir embora. Foi quando ouvi:
- Socorro! Me ajude, Pedro!
Meu amigo Fábio... está em apuros.
Eram mil alternativas: ele poderia ter sido pego por um monstro, um bicho feroz, ter sido abduzido por alienígenas, um ladrão ter pegado ele... ou simplesmente estava fingindo que corria apuros para depois zombar da minha cara. Minha mente entrou em colapso e pensei em fugir.
Gritei de volta:
- Fábio? Onde você está? Tá tudo bem?
Ele não respondeu. Minhas pernas travaram de medo e só me permitiam fazer uma coisa: CORRER, correr e gritar até chegar em casa.
Chegando lá, fui para a cama, mas quem disse que consegui dormir? A minha consciência pesava e acabei optando por voltar à floresta, claro, com lanterna. Mesmo com medo, sabia que Fábio estaria numa situação pior.
Procurei, procurei, até que caí num buraco enorme, certamente uma armadilha de caçadores. Ouvi um barulho: era de alguém assustado, que estava logo ao meu lado. Olhava ou não olhava? Virei a lanterna com tudo, mas era só o Fábio.
-Pedro! Pensei que você não viria! Como me achou?
-Sem querer! – eu disse com um sorriso torto – Estava com medo? Vamos, confesse!
-Só se você disser que também estava e...
Fomos interrompidos por uma baforada bem na nossa cara. Não víamos nada, pois estava escuro. Ficamos pasmas de medo, nossas pernas amoleceram e estávamos prestes a fazer xixi nas calças quando virei minha lanterna: era uma onça com caninos enormes a menos de cinco centímetros da gente!
Desabamos, caímos no chão e ficamos com os olhos arregaladíssimos, olhando aquela onça a nossa espreita; quando ela ia atacar, não sei o que apertei na minha lanterna que a luz ficou vermelha e começou a piscar. A onça deu um pulo! Ficou tão assustada que conseguiu sair do buraco.
Ótimo! Um problema a menos! Agora só faltava arranjar um jeito de sair dali. Ficamos calados, sem dizer uma palavra ou mexer um músculo nos próximos minutos. Depois disso, ouvimos alguns passos vindo na nossa direção. Olhamos para cima e uma lanterna nos cegou. Era uma pessoa, não sabíamos quem era, mas uma pessoa ia nos ajudar e isso já era o céu. Saímos de lá graças a ela e a uma corda.
Descobrimos que ele era o caçador, que viu a onça saindo do buraco e decidiu ver se tinha algo aqui dentro. Estava surpreso pela onça não ter nos digerido e em vez disso sair correndo. Depois da curta conversa, ele perguntou se nós sabíamos voltar para casa sozinhos, dissemos que sabíamos e então ele foi embora.
Depois que ele não estava mais à vista, corremos como se nossa vida dependesse disso até sair da floresta. Então, rimos sem parar, do nosso medo, da onça... de tudo! Quando tudo acabou, vieram várias histórias sanguinárias, fantásticas e bem distorcidas do nosso esconde-esconde perigoso!
Júlia, São Paulo, 2012

5 comentários:

Biaah disse...

Adorei o texto, aliás, você daria uma ótima escritora e ilustradora ^^

Balala disse...

concordo com a Biaah

Kiwriah disse...

Obrigada! Eu quero ser ilustradora de livros quando crescer. Aí vou ler os livros e desenhar! É o que mais quero!

Felipe Peixoto disse...

Tem futuro com textos! kk Confia em mim ^-

Kiwriah disse...

:D vlw!